sábado, janeiro 04, 2014

As boas aventuranças segundo Biff: O brodher de infância de Jesus.

Segue abaixo um trecho do livro, O Cordeiro: o evangelho segundo Biff , o brodher de infância de cristo. Christopher Moore - Bertrand Brasil - 2000. pp.466-469. 

O sermão da Montanha:

Como qualquer discurso, o sermão da montanha soa como se tivesse acontecido de modo espontâneo, quando, na verdade, Josué  (Jesus) e eu trabalhamos nele por mais de uma semana.  (...) Josué desejava devotar uma grande seção ao adultério, motivado em grande parte , percebo agora, por meu relacionamento com Madá. Ele disse:
  • Escreva: "Se um homem olhar para uma mulher com luxúria em seu coração, estará cometendo adultério."
  • Jura que quer escrever isso mesmo? E esse: " Se uma mulher divorciada se casar novamente, estará cometendo adultério?"
  • Também.
  • Parece um pouco pesado. Coisa de fariseu.
  • Tinha algumas pessoas em mente. Com estamos?
  • "Em verdade vos digo"... Sei que você diz  "em verdade" quando está falando em adultério...de qualquer forma: "Em verdade vos digo, se um homem esfregar o corpo nu de uma mulher com óleo, e a fizer ficar de quatro e ganir com um cachorro, enquanto busca conhecê-la, se entende o que quero dizer, então ele estará cometendo adultério, e claro que se a mulher fizer o mesmo, bom ela também estará embarcando na carruagem dos adúlteros. E se uma mulher fingir ser uma rainha poderosa, e fizer o homem de seu escravo, e   chamar de apelidos humilhantes, e o fizer lamber seu corpo, então sem dúvida ambos estarão pecando como cachorros grandes...e ai do homem que fingir ser uma rainha poderosa e...."
  • Já chega Biff.
  • Mas você quer ser específico, não quer? Você não quer que as pessoas andem por ai imaginando: " Ei, isso é adultério ou o quê? Talvez vocês devessem inverter as posições."
  • Não tenho certeza se ser específico é uma boa ideia.
  • Tudo bem, e quanto a isso: " Se um homem ou uma mulher tiver qualquer contato com suas respectivas partes íntimas, então é provável que esteja cometendo adultério, ou pelo menos deveria considerar a possibilidade."
  • Bom, talvez mais específico do que isso.
  • Vamos lá Josué. Isto não é tão simples quanto "não matarás". Basicamente, nesse caso existe um corpo, e portanto um pecado, certo?
  • É, o adultério pode ser complicado.

  • Bom, é.....olha uma gaivota!
  • Biff, aprecio o fato de você se senti obrigado a advogar em favor dos seus pecados prediletos, mas não é disso que estou precisando agora. Preciso que você me ajude a escrever esse sermão. Como estamos indo com as Bem-aventuranças?
  • Como?
  • As benção.
  • Temos: Abençoados os que sentem fome e sede em nome da justiça; abençoados os pobres de espírito, os puros de coração, os queixosos, os mansos, os....
  • Espera ai, o que estamos dando para os mansos?
  • Vejamos....ah, aqui: abençoados os mansos, pois para eles diremos: "é isso ai!"
  • Meio fraco.
  • É mesmo.
  • Vamos deixar que os mansos herdem a terra.
  • Você não pode dar a terra para os queixosos?
  • Bom, então corta fora os queixosos e dá a terra aos mansos.
  • Tudo bem. Terra para os mansos. Aqui vamos nós. Abençoados os pacificadores, o que choram e é isso.
  • Quantos tem?
  • Sete.
  • Não é suficiente. Precisamos de mais um. Que tal os idiotas?
  • Não Josué, os idiotas não. Você já fez o suficiente pelos idiotas. Natanael, Tomé....
  • Abençoados os idiotas, por que eles, ah.....sei lá....eles nunca ficarão desapontados.
  • Não, os idiotas ficam fora. Vamos lá Josué, por que a gente não pode incluir alguns poderosos no time? Por que precisamos de mansos, pobres, oprimidos e ferrados? Por que não podemos pelo menos uma vez, abençoar os caras ricos e poderosos com suas espadas?  
  • Porque eles não precisam de nós.
  • Tudo bem, mas sem "abençoados os idiotas".
  • Então quem?
  • As prostitutas?
  • Não.
  • Que tal os punheteiros? Consigo pensar em uns cinco ou seis discípulos que seriam realmente abençoados.
  • Sem punheteiros. Já sei: abençoados o que são perseguidos por causa da justiça.
  • Melhor. O que vai dar a eles?
  • Uma cesta de frutas.
  • Você não pode dar aos mansos a terra inteira e a esses caras uma cesta de frutas.
  • Dê a eles o reino dos céus.
  • Você já deu isso aos pobres de espírito.
  • Todo mundo precisa ganhar alguma coisa.
  • Tudo bem, então eles podem "compartilhar o reino dos céus".
  • Anotei tudo.
  • A gente podia dar a cesta de frutas aos idiotas.
  • IDIOTAS NÃO!
  • Desculpa, é que sinto pena deles.
  • Você sente pena de todo mundo Josué. Faz parte do seu trabalho. 

segunda-feira, julho 29, 2013

Lançamento do Livro em Itaipava








quinta-feira, julho 11, 2013

Lançamento do meu Livro

Muita Alegria COMPARTILHADA!!! 








segunda-feira, julho 08, 2013

Está chegando a horaaaa!!!!


segunda-feira, julho 01, 2013

Livro - Jonatas Carvalho

Olá amigos!  Quero convidá-los para o lançamento do meu Livro: Regulamentação e criminalização das drogas no Brasil: A Comissão Nacional de Fiscalização de Entorpecentes - 1936-1946. Editora Multifoco. DIA 10 DE JULHO - Av. Mém de Sá, 126 - Lapa - Rio de Janeiro... mais informações acesse o link:
https://www.facebook.com/events/576413695743162/


terça-feira, junho 18, 2013

A REVOLTA DO VINAGRE E OUTROS TEMPEROS.

“Às 5 horas da tarde os ânimos já estavam exacerbados, na rua Uruguaiana, onde cada vez mais aumentava a onda popular. A cada bonde que vinha, os mais exaltados armavam lutas com os cocheiros e condutores, até que resolveram arrancar os trilhos existentes nessa rua. Foi crescendo o tumulto. No dia seguinte, o povo virava os bondes que trafegavam pela cidade, sendo já impotente o número de soldados da Polícia para conter a ira popular.” FILHO, Melo Barreto e LIMA, Hermeto. História da Polícia do Rio de Janeiro- aspectos da cidade e da vida carioca (1870-1889). RJ: A Noite, 1942. p. 105
O texto acima certamente está intimamente relacionado com os eventos que vem ocorrendo em nosso país. A narrativa de Mello Barreto Filho e Hermeto Lima descreve o que se convencionou chamar de “Revolta do Vintém” também conhecida como “revolta dos bondes” entre outubro de 1879 e abril de 1880. Na ocasião, últimos anos do império, o parlamento resolveu instituir um imposto de 25 réis o equivalente a 1 vintém sobre o trânsito de passageiros nas ferrovias do Rio de Janeiro e com isso elevava o valor da passagem dos bondes em 20%.  A revolta foi reprimida, mas não foi fácil assim, e para aqueles que acham que a truculência policial em nosso país é um ranço da ditadura, deveriam ler sobre as formas de combates às insurgências que ocorreram antes deste período. No caso da revolta do vintém uma ação conjunta entre a polícia, o exército e o batalhão naval, resultou em muita violência. A polícia chegou a invadir a sede do jornal A Gazeta da Noite, de caráter republicano e a favor da manifestação, ferindo e até matando jornalistas e outros funcionários. Já a imprensa imperialista insistia em anunciar a revolta como um ato de exploração inescrupulosa da população ignorante encabeçada por políticos ambiciosos e atribuir a ação de rua às classes perigosas. Mas a manifestação seguiu em frente e em abril de 1880 os empresários dos bondes recuaram e solicitaram ao governo a revogação do imposto e em setembro a cobrança foi suspensa, uma vitória que devemos lembrar nos dias atuais.
Passados mais de cem anos, a página da nossa história de participação social está repleta de elementos que ainda estão presentes por parte das forças governantes nos dias atuais. Primeiramente a tentativa de desacreditar a causa, para quê uma manifestação que reivindica 0,20 centavos? Depois a repressão desmedida e truculenta não apenas aos “revoltosos”, mas também aos jornalistas e correspondentes que cobriam o evento. A imprensa oficial (leia-se O globo e A Folha) caracterizando o movimento, por meio de seus experts, de “ignorância política”, (como fez certo jornalista e depois se viu obrigado a retratar-se), e nomeando seus participantes de “vândalos”, “radicais”, “baderneiros”. Outro elemento está nos otimistas que declaram o “despertar do gigante” fazem análises e projeções de um país com mais equidade e controle social.
A história de nossas lutas e conquistas sociais está muito aquém do que deveria, mas se de fato a população quiser, se fizermos usos dos instrumentos democráticos que nos garantem organização social, poderemos seguir a passos mais largos em busca de nossos direitos civis e cidadania, não podemos permitir é que se aumente o preço do vinagre.

 Jonatas Carvalho

 Mestre em história pela UERJ

sexta-feira, outubro 12, 2012

O Porto Maravilha e a faxina social no Rio de Janeiro.

 
  Assista o vídeo em HD: http://vimeo.com/49419197

O prefeito do Rio, eleito por maioria absoluta dos eleitores, nunca tratou em sua campanha caríssima (financiada não se sebe por quem!) sobre sua política de "desocupação" dos morros do Rio que estão no entorno do Porto Maravilha. Juntamente com o governador Sérgio Cabral, ambos estão praticando mais uma ação nefasta contra populações que há décadas vivem nos morros do Rio, populações estas, que foram empurradas para os morros durante a primeira metade do século XX; agora estão sendo removidos para sabe-se lá onde!!!
Parabéns para os eleitores dessa dupla que faz política para os grandes empresários como o Sr. Eike e sua corja!!
Em nosso município infelizmente não teremos opção no segundo turno, os dois candidatos (até agora 15X40) não mudarão a situação dos "sem-tetos", vítimas das enchentes e daqueles que tiveram suas casas demarcadas pelo INEA. É certo que o mais jovem (Bernardo Rossi), que tem um "estilo" do prefeito do Rio, irá adotar medidas parecidas, afinal será mandado pelo CABRAL. Já o mais velho (Rubens Bomtempo), que passou 8 anos (em um passado não tão distante) aumentando a dívida pública municipal, terminou seu mandato com 240 milhões de déficit, e por isso teve suas contas não aprovadas, não fará nada por essa população. 
As perguntas continuam sem respostas: Onde serão construídas as habitações? Quando estarão prontas? Quantas moradias serão providenciadas? 
Estamos definitivamente nas mãos do nada!

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